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São José Freinademetz

BEM-AVENTURADOS MÁRTIRES

Bem-aventurados Luis, Estanislau, Aloísio e Gregório, mártires. Os bem-aventurados Luis Mzyk, Estanislau Kubista, Aloísio Liguda e Gregório Frackowiak são missionários do Verbo Divino que nasceram na Polônia e foram martirizados em campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Padre Luis Mzyk - Nasceu em 1905, filho de um camponês que logo se tornou trabalhador nas minas de carvão. Ingressou na Congregação do Verbo Divino em 1918 e foi ordenado em 1932. Logo foi destinado a trabalhar como mestre de noviços. Quando o Exército alemão invadiu a Polônia, o seminário de Santo Estanislau, onde ele atuava, foi transformando em prisão, e o Pe. Luis enviado a um campo de concentração. Depois de suportar dificuldades e humilhações, foi assassinado com um tiro na cabeça, no dia 20 de fevereiro de 1940.

Padre Estanislau Kubista - Nasceu em 1898, filho de um lenhador e de uma dona de casa. Em 1912, ingressou no seminário menor da Congregação do Verbo Divino, em Nysa, Polônia. Em 1921, professou os primeiros votos no seminário de São Gabriel, na Áustria. Foi ordenado padre no dia 28 de maio de 1927. Foi destinado à Polônia, onde se dedicou ao apostolado dos meios de comunicação, como redator de várias revistas missionárias (algumas das quais ele mesmo fundara), diretor da gráfica e da editora verbita. Atuou também como ecônomo provincial.

Em setembro de 1939, os alemães invadiram a Polônia. O seminário de Górna Grupa, onde morava o Pe. Estanislau, foi ocupado pelos nazistas que submeteram os membros da comunidade verbita, junto com outro grupo de padres, ao trabalho forçado no campo. Em janeiro de 1940, os padres foram levados para o campo de concentração de Stutthof e, em abril do mesmo ano, foram transferidos para outro campo de concentração, desta vez em Sachsenhausen, próximo a Berlin. Com a saúde cada vez mais debilitada, Pe. Estanislau foi finalmente martirizado, no dia 28 de abril de 1940, por um soldado nazista que lhe pisoteou, esmagando-lhe o tórax e a garganta.

Padre Aloísio Liguda - Nasceu em Winów, em 1898, em uma família de lavradores. Com 13 anos de idade, ingressou no seminário menor em Nysa. Em 1927, foi ordenado padre e destinado ao seminário menor em Górna Grupa. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e a invasão dos alemães, os membros da comunidade verbita foram aprisionados junto a outros religiosos. Em janeiro de 1940, o Pe. Aloísio foi transportado para o campo de concentração em Stutthof, junto a outros oitenta e um sacerdotes. Mais tarde, foi transferido para Grenzdorf e logo para Dachau. Foram dias duros, nos quais, apesar dos maus-tratos, Pe. Aloísio encontrava ânimo para confortar os demais. Por ter cidadania alemã, poderia ter melhorado o seu tratamento no campo de concentração, mas permaneceu fiel à Igreja e ao seu povo, solidário com os demais padres que não contavam com nenhum privilégio. Foi afogado em um tanque de água gelada em 9 de dezembro de 1942.

Irmão Gregório Frackowiak - Nasceu em Lowecice, em 1911. Seus pais possuíam uma pequena lavoura. Em 1929, ingressou no postulantado para irmãos, na casa missionária em Górna Grupa. Emitiu os seus primeiros votos em 1932. Trabalhou como encadernador na gráfica verbita e ensinava a profissão aos alunos do seminário. Com a ocupação nazista, em 1939, os padres receberam ordem de prisão. Os irmãos poderiam voltar espontaneamente para suas famílias, mas o Ir. Gregório permaneceu, solidário aos seus confrades. Em 1940, os padres foram transportados a um campo de concentração, e o Ir. Gregório foi obrigado a deixar Górna Grupa. De volta à casa familiar, prestava ajuda ao seu antigo mestre de noviços, que atendia a três paróquias da região. As proibições alemãs impediam o trabalho pastoral dos padres. O Ir. Gregório visitava os idosos e doentes, dava catequese às crianças e batizava os recém-nascidos.

O Movimento de Resistência Polonesa editava um boletim clandestino, chamado "Por ti, Polônia", que o Ir. Gregório ajudou a divulgar durante um tempo. Em outubro de 1942, a Gestapo efetuou uma série de prisões por causa desse boletim e procurava prender também o Ir. Gregório. Ao saber disso, induziu os prisioneiros a lançar sobre ele toda a responsabilidade. Dizia que, entre os acusados, havia muitos pais de família, e ele poderia assumir toda a responsabilidade para salvá-los. Assim foi feito. O Ir. Gregório foi preso, e os demais, libertados. Depois de estar encarcerado em vários lugares, sofrendo humilhações e tortura, foi finalmente condenado à morte e decapitado no dia 5 de maio de 1943.

Os bem-aventurados mártires verbitas poloneses derramaram o seu sangue por fidelidade ao Evangelho. Junto a outros 108 mártires, foram beatificados em Varsóvia, no dia 13 de junho de 1999, pelo Papa João Paulo II.

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